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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

--MAR E RIO--


O Menino parou
e colocou na balança da vida
o que ele queria ser se pudesse escolher;
-Mar ou Rio.
Do mar gigante, pesado e lento,
profundo, salgado, obscuro e calmo.
uma falsa calmaria
como meu pai diria:
- tudo que é muito calmo é perigoso.

Ou do rio estreito, rápido,
caçando caminhos, se adaptando,
batendo e escorrendo
nada o segurando.
mesmo quando travado na barragem
Rio fugia
e quando retido, imagina,
virava represa
gerava energia.

Água de rio caçava maneira
Água do mar virava onda
Água de rio cortava caminhos
Água do mar tirava o mal olhado
Água de rio matava a sede
Água do mar cortava continentes
Mas água do rio tinha nascente.
Disseram que uma era de oxum
e a outra de iemanja...

Então confuso
ele resolveu parar.
Ouviu de Netuno que o mistério não estava
no rio e muito menos no mar
mas numa tal molécula
de ser gênio.

virou duas de hidrogênio
com uma de oxigênio
e começou sem saber
a gerar vida e alegria
o menino curioso
passou a beber todo dia
água pura de poesia.

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