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Mostrando postagens de Julho, 2012

ALFREDINHO

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Alfredo tinha 10 anos de idade e uma vontade completamente atípica, era sede de mundo,que seus amigos da mesma idade não tinham muito Não.
“Alfredinho”,como era chamado por todos, era bem quieto, observava os amigos jogando bola e participava, do lado de fora, com seus gritos e total ironia das coisas.
Nunca gostou muito de esportes, e por aquela idade, já estava certo de que não iria se aventurar em nenhum outro, embora só conhecesse os mais praticados no seu Pais.
Um dia Alfredo estava na sala de aula e sua professora falou sobre poesia,
ficou ele ali, quieto, olhos vidrados na lousa, enquanto a professora escrevia.
“POEMINHA DO CONTRA”
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Alfredo leu, leu novamente e releu mais umas 10 vezes, algumas crianças ao seu lado riam, ele ali fomentado a entender o que a coisa queria dizer.
Não sabia o significado de poesia e se viu confuso naquela escrita “com duplo sentido” que Mario Quintana eternizou.
-Alf…

Frances

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Olha que ao acordar la pela meia noite,
eu não imaginava trocar o dia pela noite.
Aquele Bar com gosto francês,
tinha samba,gente boa e bonita até as 3.

Olhares cortados pela lateral de um cardápio
Olho se procurando na sombra de uma coluna
Mais uma vez,um jogo estranho,com calma,ternura
Vinho tinto seco,frio e alegria pura

De certo,como dizia o poeta, o rapaz
com cara de marido, a moça pode se aborrecer
Fique assim não,tudo existe o passar
haverá claridade no desabrochar

Perigoso andando na corda bamba
sorrisos sortidos,batuque na mesa, samba
um abraço, despedida
aqui me vou
pede a conta
paga o couvert
tem 10%
mas valeu o a beleza
o amigo
o
assento


----Sobre o que Só vi------

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----Sobre o que Só vi------

Ela tem um olhar perdido, ela tem.
ela tem um desejo consumido,
uma vontade de mundo, de ter,transcender.

Essa mulher esta amarrada
Asas machucadas,que ela escolheu
sofre cantando em gaiola
ela sabe o preço de ter a liberdade vigiada

é do tamanho da sua beleza
o condicionamento escolhido
e nada além do que pulsão
e incomodo de desejo reprimido.
Ela não está feliz.

--Vendo Coisas---

--Vendo Coisas---

Quando olhei para o lado e percebi,
Você já não estava mais ali,
Puto,Fui pra casa com sono
Fiquei deitado posto a dormir

Quando você apareceu no sonho
Não falava nada, só fazia sorrir
Tentei chegar perto tecer um toque,
Um beijo, algo pra se fazer sentir

E você voava...

Acordei assustado, procurando você ali,
na cama vazia,coberta fria, óbvio, tu não estavas mesmo ali
Deus Sabe onde,
Voando por onde me perdi.

---Procura Então----

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---Procura Então----

Se eu for ali e não voltar
procure-me nos meus livros
Se também não me achares
Procura nas minhas poesias perdidas

Se sentir meu cheiro por ali
tente sentir tambem esse vento que passa
Deguste esse vinho, afaste a alma da ressaca
Feche os olhos,sinta esse gosto, novamente, tente.

Por ultimo me procure no mar,
Na ponta da pedra, no sal, no verde do ar
Se mesmo assim não me achares
fica tranquila, porque nunca nos perdemos
Pelo fato de que na verdade,olhamos
mas nunca nos vemos
De fato,achamos mas nunca nos tivemos
Agente
Nunca.

Gudão Hugo Mendes Guimarães
18-07-2012
Dia de frio

Domingo a tarde

Caindo leve a chuva no verde,
a água caindo no mar...
ventando leve no azul, brisa
brisa no frio do inverno no ar.

Olhar de melancolia
Para o domingo que cai
Ouvindo no radio uma doce melodia
Sentindo algo que se esvai.

Suscitando você aqui, cheiro e cor
Vai,leva,traz toda sua alegria
Vem com calma
E se aconchega no meu cais.

//MINHA FALTA//

O que te quero dizer é que eu não sei,
Mas o que quero te dizer é que eu nem sei,
Digo também que sinto, isso sim,sinto.
Mas quero te falar onde não minto,
Eu sinto,mas as vezes omito.

O que quero dizer é que nem tudo tem nome,
As vezes o rótulo esta em construção.
Desconstruindo coisas para construir outras,
Mas sou calmo demais passando despercebido.

Passo às vezes por coisa que não sou,
quieto e pensativo pareço que não me dou
Perdido em mim e muito cobrado
falto onde devo ser demasiado.

Perco-me na objetividade
É muita volta pra pouca curva
Minha sentença vem sempre a cavalo
E pago caro pela minha água turva