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terça-feira, 20 de novembro de 2012

--Poesia Pra toda Hora---



Poesia de alegria,
Mesmo com aquela apatia.
Poesia minha amiga,
Ainda que as vezes preterida.
Poesia minha companhia.

Poesia Calada.
Poesia que só me ouve,
Poesia minha que no frio me cobre.
Poesia sempre me descobre.

Poesia que comigo andas,
Poesia que a mim sussurras,
Poesia de palavra nua.
Poesia Puta.

Poesia companheira e leal.
Poesia pra tempo ruim,
e pra tempos de sol.

Poesia que não me larga
Poesia safada.
Bato com a mão na sua cara
e você volta acalmada.

Poesia cachorra.
deita do meu lado e me lambe
Poesia sem vergonha,
Apanha mas não some.

Me enche de palavras
A poesia do teu nome.
Qual será seu sobrenome?

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A ESCOLHA


É hora de tomar as rédeas da minha vida,
Agarrando pelos chifres de bicho que ela tem.
Segurar firme e dar o rumo que quero.
Sim, é preciso se renovar, se libertar e resolver.

Cansei de deixar-me levar sozinho pelos rios
Sem muito decidir o que queria, onde pararia.
Cansei de ser figurante do meu próprio filme,
E ser um estranho dentro do meu teorema.

É uma dose grande de coragem que preciso
Mas é urgente decidir, pois esse tal tempo,
Não tem muito tempo para das duvidas da gente.
A felicidade mora nos sonhos escondidos, repreendidos.

O Dinheiro não paga a dor da solidão,
Nem tudo vale se fazer por ele
Essa distância só corrói o casco da felicidade
E não há tempo nem gosto para se bater a ferrugem

É hora da escolha pois não há mais espaço
O trabalho,o amor,a moradia,a alegria e a vontade.
Olhar pela janela no planejar do amanhã
Ser inteiro “por inteiro” filtrando
a filosofia vã.

domingo, 11 de novembro de 2012

Madrugada Entre-Rios


Escrevo para os que têm insônia e fome na madrugada.Deitados ainda, tem aquela preguiça de se levantar, andar sozinhos pela casa vazia, cheia apenas de silencio e angustia.
Medo até ,diria, dos corredores escuros, o medo de algum barulho, o som estranho que pode brotar inesperadamente no se calar frio e chuvoso desse madrugar solitário.
O sono também não vem todo,seria até uma rápida solução,não sente fome quando se dorme.
Mas ele não vem, são 2:30 da madrugada, o computador ligado no canto onde só a luz desse monitor é o que reflete dentro desse quarto qualquer visão calada, muda,sozinha.

A coragem vem junto com o estômago que parece não mais aguentar,o levantar como quem amanhece, dor nos pés,um pouco também nas costas,caminhando pelo corredor antes descrito, procuro em vão o interruptor.Até hoje não sei nem onde se ascende a luz nessa casa vazia.
A cozinha chego e da geladeira a unica luz,procurando uma fruta, um leite,um pão, algo que alimente o corpo, o tempo , o pensamento as inquietações.
Sentado em “puff” amarelo, mordendo uma maça, água fervendo para um chá, falo sozinho para um boneco de criança jogado no chão:
- Madrugada estranha não Wilson?
Começo a rir sozinho, acho-me louco, lembro-me do filme ,deste personagem,continuo a mastigar com espalmo labial, olhar para a parede branca,reparo pequenas rachaduras,me sinto vazio de sentimentos.
É como se a saudade fosse o sentimento como um todo e a solidão fragmento grande dela,como se vivessem juntas,contidas uma na outra e são elas que me são companhia nessas madrugas distantes das pessoas que amo.


A água ferveu, fiz o chá,fui pra quintal,sentei na beira do jardim e fiquei olhando pro céu.
O relógio me apontava mais de 3 da manhã,entre um gole e outro,já não tinha mais chuva, o céu escuro escondia também as estrelas e dava um ar mais sombrio para essa noite.

Postei-me ali a pensar mais uma vez nessa distância,dessa escolha,dessa saudade e junto dela essa solidão. A Madrugada silenciosa ,o vento parou,mais goles do chá e uma apatia que não permitia nem o choro nem vela, nem angustiado ou preso,apenas o apático daquele momento.

Volto pro quarto,ligo o som em volume baixo, reparo que o relógio na parede esta quebrado,marca sempre 11:45,e fico ali deitado,ouvindo o som, pensando nesse relógio e nesse tempo que parece não parar, paradoxalmente ao que me mostra na parede.(já são 3 meses que estou por essas bandas de cá.)
Os fins de semana nesse lugar parecem ter 7 dias, e os dias,cada um 48 horas.
Penso em ir pra internet,mas a vontade se vai,penso em ler algo mas não passo da pagina em que parei,desisto e decido escrever.
É como um bomba presa nos dedos e no pensar,me destilo em palavras,pronto a descrever, esses dias tão vazios, loucos por se esquecer.
Vai passar,já dizia o outro, tudo passa, passará,mas eu continuo aguardando, fecho os olhos,oro sem silêncio,me viro e espero o sono chegar,lembro da proximidade do meu aniversário, lembro de inferno astral, volto a orar,o sono vem chegando, é hora de se entregar.Boa Noite.