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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sendo-Estações



Sou uma voz angustiada no outono
crepúsculo de inverno sem vento
Tento de magia minha em qualquer estação
Sou um choro calado na primavera com poucas flores
e sol mar sereno nesse calor sem fim
coisa qualquer calada
que deságua sóbria dentro de mim.

Guimarães,Hugo


CrÕnicoA


Ana



Crônico estou,
Crônico de mim,
Só resta minhas crônicas sem fim
Anacrônico “do-eu” mesmo
Faltando pedaço,despedaçado-todo,gasto.
Como uma luz de laser na era das cavernas
Fora de tempo,perdido em sentido
Anacronicamente atemporal e perdido.
Cego em círculos tropeçando em si
Olhando o relógio,choro colado.

VERDE OLHAR





És verde assim
Bem teus olhos que falam
És úbere contentamento
Um cheiro de jardim florido
Borboletas alegram todo tecido

És moça com cheiro de amanhã
Calada, por vezes, se pega escondida
Bem dentro de si,achada,perdida.

Tem um beijo de verdade
Uma pulsão de calma, serena
Pueril música aos olhos, branco-morena

Tem, temos, somos algo bom.
Onde falta palavra e sobra tom
Para música que encanta
É suave a presença ,tua dança.

Ha de ser como cheiro bom.
Coisa suave, pendo pelos ventos de
novidade, idade, tempo, ser...
É bom e não tem nome
É o que é
Vento
Ven
tura pura "

DESPERTAR





Evocado seus próprios ecos
gritava calado para dentro d’ALMA
-tem alguém por ai?
Respondido no voltar de
bater nas paredes grandes de seu coração
Com uma Mao molhada e fria
que lhe esfregava o rosto e dizia
- mais um dia.

Por ali mesmo ele agradecia,
a uma divindade desconhecida o seu
Saudável viver,a sua alegria ,ser
exatamente o que se era,é
O que nem ele pudera por assim perceber.
transcender
ascender

Fazendo Pensar


A vida sempre me presenteia dentro de uma caixa escura, com laços coloridos e sem sentido, teria me dito?
A vida sempre me corta a régua toda vez que penso em medir,
me tira as vendas toda vez que quero cegar,
me abraça quando penso em correr,
me empurra quando quero estacionar.
Ela me manobra quando acho que o melhor é parar
e me freia quando tento voar.

Vem mesmo com uma embriagues de sorriso
,pulsão do novo toda vez que abro os olhos
e penso no dia que renasce gostoso
leve pelas frestas da janela escura do meu quarto.

É uma vontade que se perde na vontade do mundo,
é estranho percebe-se sem controle de qualquer coisa,
achando engano, dentro de seu ser, um controle de sua vida,
um peso,um tamanho, uma forma.
Mas tão disforme é tudo isso,

Tão obscuro o gosto,desgosto do mundo,sorri.
É leve o pesar do pulmão do mundo que respira por si,
que te traga todo dia num prazer de só quem traga tem.
E te assopra lentamente para o novos despertares,olhares,entregas e pensamentos sortidos no corta luz do jogo da vida cheio de brisas.