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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

ficou

Conseguiria escrever centenas
de poemas,
de desejos, de cheiros, de beijos e de risos.
conseguiria descrever dezenas
de sentimentos
de vontade, de pulsão ,alusão à você.
Conseguiria absorver todo seu gosto
acariciar seu rosto
lhe acalmar a alma.
chegaria à tantos lugares,
tantos olhares
que não caberia aqui descrever
Mas cá me chego só
com uma essência tua de pescoço nu
grafitado desenhos perfumados
num sem jeito
metáforas rabiscadas
em nuvens de céu
azul.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

dança-poética

Poesia é essa nossa companheira comum. é nas palavras que nos encontramos e nos encantamos.
tenho quedas por sensibilidade
rimada, por cheiro marcante por musica dançada, coladinho.
dois-um só.

insonia

quando a madrugada te acorda,
a lua te chama,
a rua te assombra
e ventos uivantes
te visitam na cama...
tu se cobre mais
se cobra menos
faz uma oraçao
medo ameno
vai se desfazendo
um alento
traz o sono
foragido.

Coisas

Congelou no frio da neve
tudo aquilo que você me deve
derreteu no calor do fogo
as falsas promessas
e meu lado frágil e bobo.
Temperatura ambiente
era a distância
cortando-a em fatias ausente.
O bônus desse relacionamento
era a própria falta da realidade
amargando aqui a semente
do ônus da sua própria
vaidade.
Descascando
laranjas de fantasia
dessa solitária
e febril
liberdade!

Escrevo

Eu escrevo porque preciso
me poemo porque me musico
porque me apaixono pelo infinito

Eu escrevo porque é necessário
Como um banho gelado
em dias de calor
Eu escrevo para transcender
e para matar qualquer dor.

Eu escrevo por tudo que foi
e pelo que nem vai ser
às vezes pelo presente
das coisas que não sei dizer.

Eu leio pra tentar entender
eu jogo pra tentar ganhar
eu vivo fragmentos
e em pequenos poemas
tento juntar para eternizar.

eu escrevo porque vivo
tentando me registrar.
quando ando desiludido
somente palavras podem
me abraçar.
e você, onde estará?

Escrevo e é isso!

lua

E essa lua
Nada precisa dizer.
Tu sentes aí
E eu aqui
A derreter.