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domingo, 26 de dezembro de 2010

Habitos...

tem gente na foto que nao quis sair rs rs

E de repente se decidir emagrecer. não como todo as vezes anteriores,mas dessa vez tentando mudar o que realmente era a raiz do problema.dessa vez analisando da forma ‘do todo’ e praticando a mudança,de fato, dos hábitos,esses sim, que mantinham ou aumentavam o peso.
Começaria então a pensar no sistema rodando ao inverso, e como diria meu pai , “é pela boca que entra o que engrandece ou diminui o ser’ ( em todos os aspectos mais filosóficos ou corporais que isso possa representar).
O habito, bem ai a palavra que a tanto me fazia questionar, analisar,suspeitar...
Era pela boca que começa a mudança do habito, a mudança do que se bebia,do que se comia,era a entrada que dizia como todo o corpo iria trabalhar. ( numa visão holística do funcionamento digestivo,que se inicia na própria boca), o mastigar.
Mastigar lento como quem não tem pressa de saciar a fome sempre fora o mais difícil, uma vez que a ansiedade, de assim matá-la, fazia mastigar menos e engolir mais.
E como dizia também Roberto lima, “estomago não tem dentes”
Tudo começara, então, ali,-primeiro no que entra pela boca-, depois pela quantidade de vezes que mastigasse, em seguida, a não,habitual, mistura de liquido com o solido.
Como, de cara, era complicado comer algo sem, senão o perdão da palavra, o vicio de beber algo junto, no intuito automático de facilitar o momento de se saciar. .
Passado esse processo, do habito do que ‘entra pela boca’ , e como ‘ é mastigado’, entra a simples formula “queime mais energia do que ingira”,lógico ,porem não simples.
Pode-se diminuir a quantidade de alimentos calóricos, mas que, também não ira muito ajudar, se não ‘queimar’ mais do que ingere.
e no que cerne a atual corrida e “stressante” da vida que muitos levam, cadê o tempo para tal?
Onde encontrar,senão com muito esforço e dor, TEMPO, para praticar algo que,de fato,já não te é atraente por si só ( como academia,muscucalçao,natação...quando não se tem esse habito?)
Depois de muito ter tentado,todos esses métodos, no “inverso do funcionamento”,tentei usar, juntar,fundir.
Causei “um problema” para forçar “uma solução”.
Vender o carro.E automaticamente danar a andar,andar e pedalar.- sim pedalar-
Já fazia um bom tempo que não sentia esse ótimo gosto de pedalar, livre,com a mesma sensação de quem sabe o que é pilotar uma moto, fazia tempo que não sentia esses ares.
Então sem carro,numa cidade onde o transporte publico não é lá essas coisas,uma cidade relativamente pequena( uma localização privilegiada, do trabalho e casa),comprar uma bike e ir pro trabalho,pro mercado,pro armazém,pra padaria, pro centro,pro banco,pedalando e suando,é algo que já me faz tão bem, que faz falta quando aqui não estou e não posso usufruir.Junta-se ai a “fome com a vontade de comer”, ou seria “ a fome com vontade de emagrecer”-
Mudar o habito, habituando-se a pedalar ao invés de sentar e dirigir, (no meu caso não tenho outra escolha) habituando-se a comer menos e mais vezes, a mastigar e não engolir,habituando-se a não tem pressa, a dar prioridade a comida, do que lanche,a frutas do que salgados,ta ai a palavra , o habito,mudar o habito de tanto tempo e que com o próprio tempo só me fazia mal.
E sente-se assim,sem balança,a mudança no funcionamento do corpo,na cor da pela,na disposição pro dia,na imunidade fortalecida,na auto estima mais agradecida,no corpo mais leve, na menos pressão,no menos cansaço,nos hábitos mudados,no prolongar singelo do olhar a vida,sente-se bem,sente-se feliz.
Ao contrario de uma DIETA(com tempo pré definido) e pra não entrar no clichê “reeducação alimentar” ,o quem tenho tentado fazer(sem indicação de especialistas) é simplesmente mudar o habito,fugir do ócio,criar o problema pra resultar na queima da(s) caloria(s) e,de quebra,a solução pro bem estar, que chega no físico,mental e social sem muita dor ou sendo algo enfadonho.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Micaretas



-E aí, cara? Fechou Ivete, Domingo? Já ta no 3º lote, tem que comprar logo.
Depois de recorrentes perguntas sobre meu interesse em ir a diversas micaretas que vinham acontecendo, embora eu nunca tenha ido a uma dessas e demonstrado qualquer interesse, peguei-me a questionar se esse agrupamento de jovens com camisetas coloridas e iguais, para beijos gratuitos ao embalo de música baiana, seria uma grande ‘virose’ do tipo:- se você ainda não pegou, vai pegar ou algo do gênero.
Respondendo a pergunta a cima, disse ao colega de faculdade.
-Não cara, não vou não, na verdade não tenho a mínima vontade de ir nesse lance.
E ele argumentou dizendo das inúmeras pessoas que poderiam ser beijadas, do pula pula, a corda do siri ou do caranguejo e do fantástico trio elétrico em movimento, das lindas músicas de bola de sabão e que levantam a poeira.
Já não de hoje que, navegando distraído na internet, vejo muitos sites, flogs, fotologs mostrando imagens de pessoas em inúmeras festas desse tipo, todos lindinhos, ‘iguaizinhos’ sorridentes, felizes e beijoqueiros.
Com certeza você conhece alguém que já foi a uma dessas, um vizinho, colega, tio, filho da amiga, está se igualando ao desemprego, a gente está à beira disso, sempre conhece alguém que foi ou que vai.
Lembro-me da época que esse tipo de manifestação era restrito ao carnaval baiano, dos famosos trios do pelourinho e farol da barra, onde creio, seria válido, dentro do contexto ‘festa da carne’ toda essa gratuidade de ‘pegação’, zoação,liberdade,bebedeira (teoricamente) exclusivos desse período.
Mas a coisa se expandiu, veio para diversos, senão todos, os estados do Brasil, em todos os cantos, todo final de semana, não importa em qual época do ano, lá está a massa reunida novamente, sem cansar, pulando novamente, sobrepondo até mesmo as festas regionais, de quadrilhas a exposições agropecuárias e rodeios.
De janeiro a janeiro esse tipo de evento acontece com suas repetitivas bandas para no final a galera contabilizar as cantadas, as bocas beijadas, fazendo o balanço desse pseudo-investimento.
Aaahhh, sim, sem não contar no valor pago, ou investido?Bom..., Quanto antes comprar melhor, começando por míseros 50 reais que aumentam gradativamente, na hora então? Parece final de campeonato brasileiro, cambistas fazem a festa para lhe vender essa ‘camiseta-ingresso’, que depois vira camiseta mesmo, enfim, tem que mostrar que foi, conferiu e zoou, e não perderia um show desses (embora no mês seguinte o mesmo grupo se apresente, ate mais próximo de sua residência), e o que adianta viver sem divulgar que viveu?
Estava pensando, até em contrapartida a esses chatos convites, fazer um ‘abadá’ com um misto de imagens dessas bandas, num efeito onde elas fossem uma só, e uma singela frase, assim como do Rock in Rio: ?? MICARETAS, eu não fui?? - e nem quero ir, pois diferente da galera ‘eclética’, eu gosto de algumas coisas e não gosto, definitivamente, de outras tantas.
Falar em Rock in Rio, um evento desses por ano seria de bom tom a nós, ‘os que nunca foram a micaretas’.
18-06-2006