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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Tocando Palavras



E eu era só um sonho que acordava de mim
Eu estava em desencontro cansado, meia luz sem fim.
Era pelo horizonte que eu te via passar,
E te via em sonho acordado, luz, agridoce paz
Desaguava em mim e ancorava no distante cais.
Eu dizia que não haveria um sol sem o céu
nem um acorde qualquer teu
sem um jogo de cordas desse instrumento meu

Mas tinha tanta coisa na musica do seu olhar,
Era tanta nota, clave de sol, pueril brilhar
Tudo aquilo me tocava, me fazia som
Aplumava o solitário Cantar

Cantando na janela do imaginar do seu ver
Fazia meus instrumentos de palavras
Buscando nas poesias uma forma de te dizer
Que dedilhando poemas em ti
Eu me encontro no tom do teu ser
És prima
a vera no meu amanhecer.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Meu irmão...

Meu irmão vou te contar uma coisa, tenho sentido saudade.
tenho sentido saudade sem mais tamanho de coisas que não sei dizer o que,
mas a saudade é também do meu lugar que deve estar perdido, eu ainda não conheci.
Saudade dos amigos que ficaram na região dos lagos,das risadas e abraços.
Meu irmão esse lugar aqui é distante, as pessoas são simples mas os olhares são paradoxalmente mais próximos , as pessoas tem mais fé, e querem muito conversar.Cá estou e me sinto só, como ,imagino, estar em uma selva com uma faca,dia após dia aguardando o momento de voltar pra casa.
Aguardo o tempo passar passando por ele.
eu sinto uma saudade grande de uma liberdade sem preço,de uma dança agradável,de um cheiro que me lembra tanta coisa boa.
tá, eu meu lembro com detalhes de tanta coisa que passei,eu carrego no peito uma calma estranha de alma e ao mesmo tempo um medo de enlouquecer.
ora porque esse pensamento sempre me vem a tona:
-Esta tudo bem?? Tudo certo? É por aqui que devo caminhar? Aqui devo estar?

Olha eu não sei te dizer se o tempo passa rápido mas esse ano foi mesmo como um CD de musica,TOP10 , as melhores musicas bem tocadas de 40 minutos,
você não sente,quando percebe já terminou.(se não terminou, está na ultima faixa)
Muitas conquistas,planos,vitorias,provas,processos,vitorias minhas,de amigos,familiares,trabalho,dinheiro,sim,eu tenho mais é que agradecer, e tenho feito isso mais próximo da energia de Deus, sim , isso tem sido bom.
Dancei muito menos que gostaria,tomei menos banho de mar que supunha,menos nado na cachoeira que gostaria e menos viagem que pretendia.
Monte de coisa meio inacabada sabe como? E outras com ponto final.
Mas ainda restam alguns momentos nesse ano que se fecha,em breve, até La,vou me programar ou derreter pelos dias que faltam do ano ouvindo essa ‘ultima faixa’ do cd. Se eu não ganhar, termino empatado com o mundo,e entramos em 2013,3 x 3, o velocímetro zerado e reinicia o campeonato mais importante do planeta, Sua vida.
Meu amigo essa carta é pra dizer que as coisas estão indo bem,embora ainda estranhas,entrando no eixo,devagar,sentindo as perdas,mas também
os ganhos,meu amigo vai ficar tudo bem, essa vida que nos leva tem muita coisa além.
A solidão as vezes deita do meu lado,tenta me abraçar,faço uma breve oração,digo pra ela
-Pode vazar.
Ai me da vontade de escrever,de ver,beijar,beber,tocar...
Saudade do meu violão e medo do tempo que nos engole sem digerir direito,
cara,as coisas vão se resolver, tudo se acalma estranhamente dentro do meu peito quando penso em voltar, quando penso em achar meu lugar,tudo vai se ajeitar,tenho fé no encontro do rio e do mar.
Esse ano é a vitoria de todos os outros.Esse ano é o corte do papel,metade poesia,metade musica e amor,coisa desnuda e feito de encontros desencontrados, de amores recuperados e de som de chuva em sonhos apertados mas cada vez mais reais.
Me renovo todas as manhas sabia? e todas as noites descanso em mim e em pensamentos tão calmos que me fazem dormir bem.
Amém


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Metro Rumo à zona sul



Às vezes a vida me faz esbarrar com você por ai,
Às vezes parece até de sacanagem,
Como se não fossemos nos reconhecer
Como uma luz de lanterna na garagem
Qual seria a reação te encontrar nessa viagem?

Às vezes como um relâmpago que nasce e morre
Dá aquele clarão, consegue ver no vulto e imaginar,
-será que era ela na multidão?
Nesse Bosque de encontros inesperados
Fica uma sensação de vazio, estranho, melancolia.
Fingir que não te vi ou fingir que nunca te conheci?