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Mostrando postagens de Setembro, 2012

Tocando Palavras

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E eu era só um sonho que acordava de mim
Eu estava em desencontro cansado, meia luz sem fim.
Era pelo horizonte que eu te via passar,
E te via em sonho acordado, luz, agridoce paz
Desaguava em mim e ancorava no distante cais.
Eu dizia que não haveria um sol sem o céu
nem um acorde qualquer teu
sem um jogo de cordas desse instrumento meu

Mas tinha tanta coisa na musica do seu olhar,
Era tanta nota, clave de sol, pueril brilhar
Tudo aquilo me tocava, me fazia som
Aplumava o solitário Cantar

Cantando na janela do imaginar do seu ver
Fazia meus instrumentos de palavras
Buscando nas poesias uma forma de te dizer
Que dedilhando poemas em ti
Eu me encontro no tom do teu ser
És prima
a vera no meu amanhecer.

Meu irmão...

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Meu irmão vou te contar uma coisa, tenho sentido saudade.
tenho sentido saudade sem mais tamanho de coisas que não sei dizer o que,
mas a saudade é também do meu lugar que deve estar perdido, eu ainda não conheci.
Saudade dos amigos que ficaram na região dos lagos,das risadas e abraços.
Meu irmão esse lugar aqui é distante, as pessoas são simples mas os olhares são paradoxalmente mais próximos , as pessoas tem mais fé, e querem muito conversar.Cá estou e me sinto só, como ,imagino, estar em uma selva com uma faca,dia após dia aguardando o momento de voltar pra casa.
Aguardo o tempo passar passando por ele.
eu sinto uma saudade grande de uma liberdade sem preço,de uma dança agradável,de um cheiro que me lembra tanta coisa boa.
tá, eu meu lembro com detalhes de tanta coisa que passei,eu carrego no peito uma calma estranha de alma e ao mesmo tempo um medo de enlouquecer.
ora porque esse pensamento sempre me vem a tona:
-Esta tudo bem?? Tudo certo? É por aqui que devo caminhar? Aqui devo …

Metro Rumo à zona sul

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Às vezes a vida me faz esbarrar com você por ai,
Às vezes parece até de sacanagem,
Como se não fossemos nos reconhecer
Como uma luz de lanterna na garagem
Qual seria a reação te encontrar nessa viagem?

Às vezes como um relâmpago que nasce e morre
Dá aquele clarão, consegue ver no vulto e imaginar,
-será que era ela na multidão?
Nesse Bosque de encontros inesperados
Fica uma sensação de vazio, estranho, melancolia.
Fingir que não te vi ou fingir que nunca te conheci?