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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A CURA

Todo esse tempo a solução estava na cara.
Como um óculos esquecido em cima do nariz,
Como uma mancha nas costas, uma cicatriz.
Todo esse tempo fomos reféns da gente,
Como quem se juntava com medo de se perder
Mas só se perdia no próprio medo apenas pra se ter?

Todo esse tempo de entrega e ajuda era disfarçada
A própria doença que ali habitava, desgraçada.
Como nódoa que também sufocava
Destruía o sentimento, nos desmontava.

Se ver como a própria doença,
Que afastado pelo simples tempo,
Esse sim que curava pela pura ausência
Foi erro de cálculo o bem da abstinência.

Erro de diagnostico Tardio

Antes então fosse precoce,
Não habitaria tanta dor
Não precisaria de andador
Nem de fisioterapia na alma

A cura já estaria dada
Antes mesmo da primeira porrada
Dos primeiros sintomas
Da primeira machucada.

Pobre do doente
Infeliz daquele que era doença.
Feliz do paciente
Alta médica
Que curioso
O remédio era a abstinência.

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