Parte 2- Dele com a vida



Achava que a vida era mesmo engraçada, estranha, misteriosa do inicio ao fim,e não se preocupava muito com o que iria acontecer amanha. Tremia o corpo imaginar o daqui a pouco.Aquela festa, aquele encontro,aquela viagem,aquele churrasco,era o que o pulsava nas veias, o ‘logo-logo’, não amanhã,mas ‘o evento’,’A coisa ‘, a confraternização.
Sim, ele gostava de confraternizar,mais do que todos os seus amigos.Festas,rodas de viola,churrascos,almoços,lanches,papo jogado no ar,sim,ele gostava,mais do que tudo,ouvir,estar com os próximos,rir,fazer piadas,cantar,debochar,ironizar.
Para ele a vida era mesmo uma grande ironia,sarcástico ao extremo era difícil,por vezes,saber o que era verdade,o que era de sua invenção, o que era uma direta ou indireta,se falava a um ou se falava a outro. Falava mesmo ao vento, de forma torta e divertida, para que a própria pessoa- a quem ele queria chegar nesse dizer - se desse conta de que aquilo era para ela,e muitas vezes conseguia.
Poetizada,escrevia,não tinha tempo certo e nem motivo pra nada,era olhar,pensar,se arrepiar com o vento,com aquela lembrança gostosa da adolescência,de criança,daquela pessoa,e pronto, já estava ele a escrever,sem saber mesmo o que iria nascer,sem reparar,pulsando,forte,até o fim e assim terminava,nascia.
A vida era uma grande piada,e ele,de tudo isso ria, não via muita alternativa e,de uma forma ou de outra,conseguia ser feliz pelo ‘descaso e caso’ com a própria vida.
se alimentava todos os dias do que ‘não era planejado’, era como se,assim, conseguisse levar a vida com mais surpresas,as coisas aconteciam,o mundo ia,as danças,as coisas levando,remando,e sempre chegava a um lugar bom,por fim,achava mais uma vez graça e se questionava como as coisas, de um jeito ou de outro, se encaixavam com o tempo, tomavam forma ,sem pressão,as coisas iam pro seu devido lugar, e ele se perguntava se era Deus isso.
Ele se achava um cara de sorte,sem jogar dados com o universo,sem ser o ‘padrao certinho’,sem muito esperar,ele era um cara de bem e as coisas vinham ate ele.Era sorte na vida e azar em jogos,mas no jogo sem apostas,esse que você joga sem saber,esse que ‘te jogam dentro’ e você não sabe o que fazer,onde esta o macete pra passar de fase,esse jogo,da vida,ele jogava todos os dias e ria sozinho quase que toda manhã,Estou vivo!
Avançar.

Comentários

  1. Tu consegues pôr a sensação abstrata do utópico na história real dum Ser. Tu és um poeta de alto e auto porte! Lindas são tuas letras!

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